O que é Pesquisa Clínica?

É através da pesquisa clínica que a medicina evolui. Pesquisar é essencial para que possamos conhecer melhor as doenças, elaborar novos medicamentos, vacinas e exames.

A pesquisa gerando conhecimento e salvando vidas

A cura do câncer também está nas pesquisas. Mas, para isso, é necessário superar muitos desafios, entre eles: financiamento, conscientização, regulação e incentivo à produção científica. Os pesquisadores atribuem aos progressos notáveis a avanços em áreas como pesquisa, prevenção, detecção, diagnóstico e tratamento do câncer. Além disso, eles ressaltam a revolução ocorrida nas terapias imunológicas, que, juntamente com a quimioterapia e a radioterapia, contribuem para prolongar a vida dos pacientes.

Homem e mulher sentados em uma sala de espera de consultório oncológico.
Uma mulher em roupas de enfermeira escreve em um papel.

O impacto da pesquisa na luta contra o câncer

Atualmente, o Brasil participa apenas de 2% dos estudos, globalmente. Somando os demais países, a América Latina participa em apenas 5% dos ensaios oncológicos em curso, e 90% dos ensaios clínicos que se realizam na região são financiados pela indústria farmacêutica. A indústria desenvolve pesquisas importantes, mas não são suficientes, além do fato de muitas delas terem objetivos diferentes das que realmente precisamos realizar.
Os ensaios clínicos podem servir para um melhor aproveitamento do tratamento médico, mantendo a integridade e a qualidade de vida dos pacientes durante este período tão sensível. Sem essa participação qualificada, nos arriscamos a ver novos medicamentos sendo introduzidos em nosso país sem que os oncologistas tenham qualquer experiência dos impactos na sua efetiva utilização.

As etapas da pesquisa clínica em Câncer no Brasil

Fase Pré-clínica

Realizada em laboratório. Antes de ser testado em seres humanos, o medicamento passa por diversas fases de estudo onde se avalia a sua eficácia e segurança.

Fase 1

É avaliada a segurança da droga em humanos, por isso participam poucos pacientes, geralmente saudáveis, nos estudos altamente monitorados (leva alguns meses).

Fase 2

Avalia-se novamente a segurança do medicamento e é realizada também a primeira avaliação da eficácia da droga no combate à doença. Envolve uma população maior que possui a doença. Dura, em média, 2 a 3 anos

Fase 3

Os estudos são maiores e mais complexos para confirmar a eficácia, a tolerabilidade e segurança do medicamento em investigação. Por isso, é realizada com um grupo bem maior de pacientes. O medicamento é comparado com uma terapêutica padrão. Nessa fase, são obtidas as informações necessárias para elaboração do rótulo e da bula do medicamento. Pode se estender de 2 a 10 anos.

Fase 4

Realizada após a droga ter sido registrada e usada na rotina clínica, ou seja, já é comercializada. São estudos observacionais para obtenção de informações variadas, como por exemplo, o surgimento de novas reações adversas ou confirmação de reações já conhecidas. Envolve milhares de pacientes.

PESQUISAS

Pesquisas em recrutamento

LACOG 0419 – NEOSAMBA
Avaliação do sequenciamento de antraciclinas e taxanos para câncer de mama HER2negativo localmente avançado

Objetivos primários: Avaliar em um ensaio clínico randomizado de fase III a comparação entre um regime de quimioterapia neoadjuvante iniciado por antraciclina(AC-T) versus um regime iniciado por taxano (T-AC) em pacientes com câncer de mamaHER2 localmente avançado

LACOG 0821 – AMIGO-1
Um estudo de fase 2 de braço único de amivantamab, lazertinib e pemetrexede paratratamento de primeira linha de cânceres de pulmão de células não pequenas(NSCLCs) recorrentes/metastáticos com mutações EGFR

Objetivos primários: Avaliar em um ensaio clínico randomizado de fase III a comparação entre um regime de quimioterapia neoadjuvante iniciado por antraciclina(AC-T) versus um regime iniciado por taxano (T-AC) em pacientes com câncer de mamaHER2 localmente avançado

LACOG 0522 – DORA
Ensaio DORA: Ensaio de Fase III de Docetaxel vs. Docetaxel e Rádio-223 para Câncer dePróstata Metastático Resistente à Castração (mCRPC)

Objetivos primários: Comparar a sobrevida global para indivíduos tratados com docetaxel versus indivíduos tratados com docetaxel mais Rádio-223.

LACOG 0322 – EDUR-BRA
Uma avaliação do mundo real das características demográficas, clínicas e resultados deuma coorte brasileira de câncer de pulmão de células pequenas em estágio extensopreviamente não tratado recebendo Durvalumabe combinado com etoposídeo deplatina em (ES-SCLC) no Brasil.

Objetivos primários: Descrever as características demográficas e clínicas de uma coorte do mundo real de pacientes brasileiros com diagnóstico de ES-SCLC tratados com regimes baseados em durvalumabe.

LACOG 0222 – GASPAR
Características epidemiológicas dos cânceres gástrico e pancreático na América Latina

Objetivos primários: Descrever as características clínicas, padrões de tratamento e resultados de pacientes com câncer de pâncreas, gástrico e junção gastroesofágica na América Latina

LACOG 0421 ACTION HIV
ACTION HIV (iniciativa Anal Cancer TherapIes and Outcomes para pacientes que vivem com e sem HIV): Um registro global de pacientes com carcinoma espinocelular anal com e sem infecção por HIV.

Descrever as características epidemiológicas e os fatores prognósticos para a sobrevida livre de doença de pacientes com CC com e sem infecção pelo HIV.

LACOG 0521 – MADONA
Características moleculares e epidemiológicas do câncer de endométrio no Brasil

Objetivos primários: Descrever características epidemiológicas, perfil molecular, padrões de tratamento e resultados do câncer endometrial em uma população brasileira

LACOG 0122 RADIANT
Radioterapia com hipofracionamento extremo em pacientes com câncer de mama no Brasil: estudo de coorte retrospectivo

Objetivos primários: Avaliar a eficácia do esquema de hipofracionamento extremo, em 5 frações de 5,2 Gy, em mulheres com câncer de mama.

LACOG 0721 CHERRY-PICK
Classificação de dependência de HER2 para diminuir a quimioterapia neoadjuvante em pacientes com câncer de mama precoce HER2 + submetidos a duplo bloqueio de HER2

Objetivos primários: Avaliar a taxa de pCR em participantes com câncer de mama precoce HER2-positivo selecionados por alta dependência da via HER2 e tratados com PHESGO neoadjuvante sem quimioterapia; que demonstram uma resposta favorável do PET-CT após o terceiro ciclo de terapia.

LACOG 1220 – CONOR
CONOR: Um ensaio colaborativo de Niraparibe para avaliar pacientes com câncer de ovário no programa de acesso expandido na América Latina

Objetivos primários: Avaliar o perfil de segurança, incluindo modificações de dose, de niraparibe em pacientes com câncer de ovário avançado em resposta após quimioterapia de primeira linha à base de platina tratada em um ambiente do mundo real dentro do EAP.

Uma mulher com lenço na cabeça está sentada à mesa com outra mulher segurando a sua mão.

Como participar de uma pesquisa clínica?

Informe-se se tem algum estudo clínico aberto que contemple as características da sua doença. Cada estudo possui critérios de inclusão diferentes. Converse com seu médico para saber se, no momento, há algum tratamento disponível através de estudo clínico que poderia ajudar no seu caso. Existem algumas plataformas, sites e perfis de divulgação de pesquisas. O @projetocura, o @lacogcancerresearch e o @pesquisaclinicacancer sempre divulgam estudos abertos.

Encontrou um estudo?

Entre em contato e os médicos pesquisadores irão avaliar se a sua doença é compatível com a pesquisa que será realizada, e todos os riscos e benefícios do tratamento. Se for o caso, você será informado de todos os detalhes e fará parte de um grupo de tratamento e torna-se um voluntário. Cada grupo recebe tratamentos diferentes, que pode incluir o tratamento em investigação (medicamento novo), ou o tratamento padrão ou ainda o recebimento de placebo (produto sem medicamento ativo, sem prejuízo ao voluntário).

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